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Defesa Criminal Estratégica

Defesa penal estruturada a partir de uma análise minuciosa dos autos, identificação de ilegalidades, nulidades e fragilidades probatórias. Atuação desde a fase investigativa até os recursos nos tribunais superiores.

Contexto e abordagem

A defesa criminal estratégica parte da premissa de que cada caso exige diagnóstico próprio, com identificação das fragilidades do conjunto probatório acusatório e construção de narrativa defensiva consistente, apoiada em fundamentação jurídica e, quando cabível, em análise técnica complementar.

A atuação inicia pela leitura integral dos autos — inquérito, ação penal, incidentes processuais — com mapeamento de nulidades (provas ilícitas, quebra de cadeia de custódia, violações de sigilo, descumprimento de prazos legais) e identificação de pontos em que a tese acusatória apresenta inconsistências internas ou lacunas probatórias.

A partir desse diagnóstico, estrutura-se a estratégia: alegações preliminares, rol de testemunhas, quesitos periciais, requerimentos de diligências, pedidos de revogação de prisão preventiva, impugnações a decisões interlocutórias e, ao fim, memoriais, razões recursais e sustentações orais nos tribunais.

O escritório atua em todas as fases do processo penal — inquérito, primeira instância, recursos (apelação, embargos, recurso especial, recurso extraordinário) e habeas corpus nos tribunais superiores (STJ e STF).

Base legal

Direitos Fundamentais do Acusado

  • CF/88, art. 5º, LIV a LXVII — devido processo legal, ampla defesa, contraditório, presunção de inocência

Processo Penal

  • CPP — procedimentos comuns e especiais
  • Lei 8.038/1990 — ações originárias no STJ e STF

Habeas Corpus

  • CF/88, art. 5º, LXVIII; CPP, arts. 647 a 667

Perguntas frequentes

Quando devo procurar um advogado criminal?

Assim que houver qualquer indício de investigação em curso — convocação para depoimento, busca e apreensão, instauração de inquérito, oferecimento de denúncia ou prisão. Quanto antes a defesa atua, maior o espaço estratégico para conter o avanço da acusação.

O que é uma nulidade processual?

É um vício processual que invalida atos do processo por violação de normas legais ou constitucionais. Provas ilícitas, cerceamento de defesa, decisões sem fundamentação e quebras de cadeia de custódia são exemplos que podem ser arguidos como nulidades — absolutas ou relativas, conforme o caso.

Posso ser absolvido por fragilidade da prova mesmo sem negar os fatos?

Sim. O ônus da prova é da acusação. A defesa não precisa comprovar inocência — basta demonstrar que o conjunto probatório não alcança o padrão de certeza exigido para a condenação (CPP, art. 386, VII: "não existir prova suficiente para a condenação").

Qual a diferença entre defesa técnica e autodefesa?

A defesa técnica é exercida pelo advogado ou defensor — é obrigatória e indispensável em todo o processo. A autodefesa é exercida pelo próprio acusado, principalmente no interrogatório e em manifestações pessoais. Ambas são componentes da ampla defesa constitucional.

Posso trocar de advogado no meio do processo?

Sim. O acusado tem direito de escolher e substituir seu defensor a qualquer tempo. A substituição segue formalidades processuais mínimas (juntada de procuração e petição de substabelecimento) e não compromete atos já praticados.

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